Outros 17% afirmam que apoio do norte-americano aumentaria disposição para votar no candidato escolhido, segundo pesquisa Datafolha
Outros 17% afirmam que apoio do norte-americano aumentaria disposição para votar no candidato escolhido, segundo pesquisa Datafolha
Joyce N. Boghosian/Casa Branca (via Flickr) – 22.mai.2026
20.jun.2026 (sábado) - 14h47 Siga o Poder360 no Google
O eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), a um candidato à Presidência do Brasil nas eleições de 2026 não deve alterar o cenário eleitoral para a maioria da população. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20.jun.2026), 65% dos eleitores brasileiros se declaram indiferentes a um endosso do republicanos.
Para 17% dos entrevistados, o anúncio de apoio por parte de Trump aumentaria a disposição de votar no candidato escolhido pelo norte-americano. Em contrapartida, 15% afirmaram que diminuiria. Os que preferiram não responder ou não souberam somam 3%.
O levantamento entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais de 17 a 18 de junho, em 139 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09956/2026.
No espectro à direita, o apoio do presidente dos EUA atua como um catalisador positivo. Entre os eleitores que declaram preferência pelo PL, 42% afirmam que o aceno de Trump aumentaria a probabilidade de voto no candidato indicado.
Esse comportamento se repete, embora em menor escala, na base de apoio de Flávio Bolsonaro: 32% dos que pretendem votar no senador se dizem motivados positivamente pela chancela do norte-americano.
Por outro lado, o campo progressista e governista apresenta a maior resistência ao nome do republicano. O efeito de rejeição é liderado por cidadãos que se posicionam politicamente à esquerda ou na centro-esquerda, segmento no qual 24% declaram que o suporte de Trump reduziria as chances de voto no candidato.
Entre os eleitores que manifestam intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atinge 23%.
Um mês depois, porém, a relação entre o governo brasileiro e Washington é de atrito. O EUA classificaram facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e pretendem aplicar novas tarifas sobre produtos do Brasil.
Nesta semana, Trump e Lula se encontraram no G7, na França, mas só se cumprimentaram brevemente. Em entrevista na 6ª feira, o norte-americano teceu críticas ao brasileiro, chamando-o de volátil.
O atrito com Lula sucede um encontro entre Trump e Flávio, dias depois da reunião bilateral entre os governos. Em maio, junto ao seu irmão Eduardo Bolsonaro, o senador foi à Casa Branca e estreitou laços com o governo norte-americano. Na sequência, os EUA anunciaram a classificação das facções e a proposta de novas tarifas comerciais.



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