Ministro marcou depoimento presencial para a próxima terça-feira (23), na casa do ex-presidente, e deu 48 horas para defesa detalhar rotina da escolta noturna
Compartilhar matériaO ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) a colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito do inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A decisão ocorre a poucos dias do encerramento do prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar humanitária do político.
A oitiva foi agendada para a proxima terça-feira (23), às 15h. Ao contrário da sugestão inicial da Polícia Civil, que havia acenado com a possibilidade de uma videoconferência, o ministro determinou que o ato seja realizado de forma presencial no endereço onde o ex-presidente cumpre a prisão domiciliar, em Brasília.
No despacho, Moraes assinalou que a modalidade presencial é obrigatória visto que Bolsonaro tem restrição legal vigente para o uso de comunicações eletrônicas.
Além de marcar o depoimento, o ministro também abriu um prazo de 48 horas para que os advogados de Bolsonaro prestem esclarecimentos sobre as condições de cumprimento da prisão humanitária, concedida em março após internação por broncopneumonia.
A defesa deverá comprovar se houve a contratação de um profissional da área de saúde para o acompanhamento noturno do ex-presidente.
Os advogados também precisarão confirmar a informação de que os agentes de segurança oficiais cedidos a Bolsonaro por sua prerrogativa de ex-mandatário são dispensados diariamente no período da noite.
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