Antes de começar, a Copa 2026 vivia uma realidade de ingressos caros e alguns deles encalhados em sites de venda secundária. Tanto que houve lugares vazios em alguns jogos.Após oito dias, o Mundial tem ingressos ainda mais inflacionados e disputados em

Antes de começar, a Copa 2026 vivia uma realidade de ingressos caros e alguns deles encalhados em sites de venda secundária. Tanto que houve lugares vazios em alguns jogos.

Após oito dias, o Mundial tem ingressos ainda mais inflacionados e disputados em sites de revenda. E os estádios agora têm enchido quase que completamente, os espaços vazios rarearam ou sumiram.

Os jogos do Brasil são um exemplo desta realidade. Para a partida do Haiti, os bilhetes eram vendidos no site da Fifa e em outros secundários poucas horas antes do jogo com valores mínimos entre US$ 1.600 (R$ 8.200) e US$ 1.700 (R$ 8.800).

Antes do Mundial, esses mesmos bilhetes custavam pouco menos de US$ 1.000.

O mesmo movimento ocorreu com o jogo da seleção com a Escócia. O valor mínimo gira entre US$ 2.100 (R$ 10.800) e US$ 2.720 (R$ 13.900). Anteriormente ao Mundial, o valor era de 1.690.

O site "Tickedata", que monitora os preços de todos os bilhetes, constatou que houve um crescimento de 77% nos preços nos últimos sete dias, isto é, desde o início da Copa. Dos jogos restantes da Copa, 38 dos 74 tiveram inflação acima de 75%.

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O preço médio para os futuros jogos gira em torno de US$ 1.500. Nas partidas já disputadas, essa média era de cerca da metade US$ 750.

O Brasil é o segundo time com ingresso médio mais caro na Copa até agora. Fica atrás apenas do anfitrião México.

Os jogos iniciais tiveram lugares vazios em Arábia Saudita x Uruguai, em Miami, e Coréia do Sul x Chéquia. Isso gerou questionamentos à Fifa sobre os preços cobrados pelo Mundial.

A Fifa multiplicou de dois a quatro vezes os valores em relação ao Qatar para os preços iniciais. Mas, com os valores dinâmicos permitidos nos EUA, os preços chegavam até a 22 vezes mais para um jogo do Brasil antes do Mundial. Agora, essa diferença é ainda maior.

Como a Copa pegou nos EUA, México e Canadá, o presidente Gianni Infantino já fez até um post em redes sociais festejando o público de 1 milhão e o dia com maior público na história. Isso ocorreu após o sexto dia de competição.

Mas havia jogos com até 1.700 ingressos disponíveis como Arábia Saudita x Uruguai. Além de questionamentos sobre o número divulgado da Fifa para a estreia do time coreano.

Depois disso, no entanto, foram 10 jogos até a partida dos EUA x Austrália. Nesses dez jogos, só sobraram 2.054 ingressos considerando todas as partidas. E houve quatro jogos com todos os bilhetes vendidos.

Ou seja, houve um crescimento do público, ainda que o preço tenha sido inflacionado.

Com isso, a Fifa caminha para atingir a sua meta de arrecadação na casa de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) com receita de bilhetes. Serão seis vezes o valor ganho no Qatar.

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