A rápida elevação das temperaturas superficiais no oceano Pacífico equatorial indica a formação do fenômeno El Niño, que pode provocar chuvas e temperaturas acima da média no inverno, que começa neste domingo (21). Leia mais (06/20/2026 - 11h00)

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20.jun.2026 às 11h00

A rápida elevação das temperaturas superficiais no oceano Pacífico equatorial indica a formação do fenômeno El Niño, que pode provocar chuvas e temperaturas acima da média no inverno, que começa neste domingo (21).

Em São Paulo, a estação deve ter média de chuva esperada de 130,5 mm, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da prefeitura.

O inverno mais chuvoso desde o início das medições foi o de 2009, com 352,2 mm. Já o que registrou o menor acumulado foi o de 2017, com 61,6 mm. O dia 8 de setembro de 2015 foi o mais chuvoso do inverno com 69,3 mm de média na cidade.

Apesar da previsão de chuvas acima da média, é comum também haver eventos de estiagem, com períodos prolongados sem chuva e temperaturas mais elevadas. Por isso, devem ser observados dias com grande amplitude térmica.

De acordo com o órgão, que mantém monitoramento em 33 estações meteorológicas na capital, as médias esperadas são:

Junho: Mínima de 13,4°C; máxima de 23°C

Julho: Mínima de 12,7°C; máxima de 23,1°C

Agosto: Mínima de 13,4°C; máxima de 24,3°C

Setembro: Mínima de 15,2°C; máxima de 26°C

"Não deve ser um inverno rigoroso. Tem a condição do El Niño agora, então devemos ter algumas ondas de frio intenso, mas não prolongado", explica Michael Pantera, meteorologista do CGE.

"A intensidade maior do El Niño deve vir para mais em novembro, início da primavera. Mas a maior parte dos modelos numéricos segue indicando as temperaturas e chuvas acima da média. Não quer dizer que vai ser chuvoso, justamente porque é a parte seca do ano", ressalta Pantera.

O inverno começa às 5h24 deste domingo (horário de Brasília) e termina no dia 22 de setembro.

No país, os maiores volumes de precipitação devem se concentrar sobre o noroeste da região Norte, leste da região Nordeste e parte da região Sul, de acordo com relatório do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Conforme a meteorologia, nesta época do ano a diminuição das chuvas em grande parte do território nacional está associada à persistência de massas de ar seco, que reduzem a umidade relativa do ar e dificultam a ocorrência de precipitação.