Qual a probabilidade do Brasil levar o hexa? São muitos os fatores que, somados, resultam em uma seleção campeã do mundo. Entrosamento, qualidade individual e, por que não, uma parcela de sorte, são indispensáveis. Mas é inevitável que, com a estreia do Bras…
Por Júlia Carvalho, g1
13/06/2026 00h00 Atualizado 13/06/2026
Qual a probabilidade do Brasil levar o hexa?
São muitos os fatores que, somados, resultam em uma seleção campeã do mundo. Entrosamento, qualidade individual e, por que não, uma parcela de sorte, são indispensáveis.
Mas é inevitável que, com a estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026 neste sábado (13), a mesma pergunta de todas as Copas desde 2002 seja repetida: qual a nossa chance de ganhar o hexa?
Os mais pessimistas podem afirmar que é baixa, que o futebol da seleção há tempos não é o mesmo. Por outro lado, os que preferem ver o copo meio cheio podem lembrar que o esporte pode sempre surpreender e temos, sim, chances reais de vencer.
Já a matemática, imparcial e alheia aos sentimentos dos torcedores, tem uma resposta mais precisa para essa pergunta: a probabilidade de o Brasil vencer a Copa 2026 é de 9,14%.
Vinicius Junior, do Brasil, comemora o primeiro gol da equipe com Bruno Guimarães — Foto: Reuters/Vincent Carchietta
➡️O dado é da Previsão Esportiva, um grupo composto por pesquisadores e professores universitários das áreas de Matemática e Computação que calcula, a cada Copa, a chance de as seleções serem campeãs.
Pode parecer muito pouco, mas os matemáticos garantem que, apesar de baixa, a porcentagem ainda deixa o país entre os top 5 favoritos na competição. (veja ranking abaixo)
Favoritos para vencer a Copa do Mundo. — Foto: Juan Silva/Arte g1
E se engana quem pensa que, por se tratar de uma ciência exata, a equação para se chegar a esse resultado é simples.
Isso porque a conta não considera pura e simplesmente as chances numéricas, como se calcular essa probabilidade fosse um mero problema de matemática da escola, que pressupõe que todas as seleções estão em pé de igualdade. (entenda mais abaixo)
A simulação é estatística e envolve milhares de repetições dos confrontos – a Copa do Mundo repetida um milhão de vezes, para ser mais precisa.
Ricardo Rocha, professor de Estatística e Inteligência Artificial do Departamento de Estatística da UFBA e um dos coordenadores do Previsão Esportiva, explica que a probabilidade de uma seleção ser campeã é baseada na frequência com que o resultado acontece nesses simulações.
"Se todas as seleções fossem iguais, a gente dividiria os 100% de probabilidade entre as 48 nações, o que daria uma média de 2% de chance para cada uma. Mas, na realidade, essa conta envolve muitos outros fatores que fazem com que a favorita tenha 14% de chance de vencer", compara o professor.
Gráfico mostra chances de cada seleção na Copa — Foto: Arte/g1
Como pontuado pelo professor, a tentativa de quantificar o caminho das seleções na competição envolve muitos aspectos. Isso porque o grupo entende que a realidade é que as equipes não são iguais e não têm, de verdade, as mesmas chances.
📊Por isso, nas simulações são levados em consideração os seguintes fatores:
Ranking FIFA - pontuação institucional oficial de cada seleção.Ranking ELO - mede a força competitiva atual a partir de resultados internacionais.Valor de mercado - soma do valor de mercado de todos os jogadores convocados.Momento atual - variação da seleção no ranking ELO ao longo do último ano.Histórico na competição - como cada seleção já performou historicamente na Copa do Mundo.Fator anfitrião - é o conhecido fator casa, a influência positiva da torcida a favor. Seleções que vão jogar no país de origem recebem um pequeno bônus de força por esse motivo.
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