O abraço de reencontro entre duas irmãs, que demorou 76 anos para acontecer, foi marcado por emoção na manhã desta sexta-feira (19) no Aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná. Leia mais (06/20/2026 - 09h00)
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O abraço de reencontro entre duas irmãs, que demorou 76 anos para acontecer, foi marcado por emoção na manhã desta sexta-feira (19) no Aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná.
As irmãs Geralda Silva, 76, e Cheila Aparecida Martins, 79, puderam se encontrar pela primeira vez desde a infância.
Cheila, que desembarcou acompanhada do marido, Juvenal Martins, disse à Folha que já não acreditava mais ser possível reencontrar a irmã.
"A vida nos separou e, 76 anos depois, Deus nos uniu", afirmou.
Ainda tentando assimilar tudo o que estava acontecendo, ela resumiu o sentimento vivido naquele instante.
"A emoção está grande. É uma coisa que a gente achava que não seria mais possível. Estou com 79 anos já e achei que não seria possível. [...] Era muito difícil reencontrá-la, porque ela foi registrada com outro nome. A gente tinha tentado, mas foi difícil. Agora a gente tem que se curtir um pouco", disse.
As pessoas que estavam no setor de desembarque do aeroporto pararam para acompanhar o reencontro. Quando as duas irmãs finalmente se abraçaram, o momento foi recebido com uma calorosa salva de palmas.
O afastamento das duas, nascidas em Laranjeiras do Sul (PR), ocorreu em 1950. Naquele ano, após a separação dos pais, as irmãs foram entregues pela mãe, Josefa, a famílias diferentes.
Cheila, a primeira a ser entregue a outra família, foi registrada com o sobrenome do pai biológico. Já Geralda recebeu o sobrenome do pai adotivo.
"Fui muito bem cuidada, não tenho do que reclamar. Posso dizer que fui muito bem-criada e amada", disse Geralda.
Aos 25 anos, a irmã caçula reencontrou a mãe biológica e tentou se reaproximar, mas não houve adaptação. Ela não teve mais notícias do pai.
Com o número de telefone de Cheila em mãos, Geralda ligou imediatamente e as duas conversaram pela primeira vez.
A vontade de se reencontrarem imediatamente era grande, mas, como Cheila tinha uma viagem marcada para a Alemanha, o encontro foi agendado para esta sexta-feira.
Na área de desembarque do aeroporto, segurando uma fotografia da irmã com as mãos trêmulas, Geralda aguardava atentamente a chegada do voo ao lado do marido, Sebastião Alves Silva, com quem é casada desde 1973.


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