No início dos seus 60 anos, Rob Kaufman sofreu uma emergência médica que o fez desmaiar e bater a cabeça em um piso de madeira, resultando em uma lesão cerebral traumática. Leia mais (06/20/2026 - 15h30)

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20.jun.2026 às 15h30

No início dos seus 60 anos, Rob Kaufman sofreu uma emergência médica que o fez desmaiar e bater a cabeça em um piso de madeira, resultando em uma lesão cerebral traumática.

Ele foi colocado em coma induzido e permaneceu na unidade de terapia intensiva por cerca de um mês, segundo sua esposa, Ellen Kaufman. Em seguida, passou por nove semanas de extensa reabilitação, incluindo terapia da fala, e hoje apresenta perda significativa de memória de curto prazo.

A musicoterapia se mostrou inestimável na reabilitação do ex-músico de estúdio, que afirma ter tocado com nomes como Jimi Hendrix.

Hoje, os Kaufman frequentam regularmente um programa de concertos em Manhattan, em Nova York (EUA), voltado para pessoas que apresentam sintomas de demência.

Recentemente, o casal participou de uma apresentação comemorativa do décimo aniversário do programa, que contou com a participação do Quarteto de Cordas Calidore.

A apresentação encerrou a temporada diante de uma plateia lotada de cerca de cem pessoas.

Uma espectadora fechou os olhos e simulou reger a orquestra enquanto os artistas tocavam Mozart, enquanto outra batucava no braço de sua cuidadora como se estivesse tocando teclas de piano.

O Lincoln Center, famoso complexo artístico localizado no Upper West Side de Nova York, iniciou essa programação devido a uma necessidade, afirma Hoffner, diretora de acessibilidade da instituição.

"Estávamos ouvindo cada vez mais de nossos assinantes da Filarmônica e da Sociedade de Música de Câmara que eles não estavam renovando suas assinaturas devido à demência, já que seus familiares haviam sido afetados", diz Hoffner à AFP.

"Era um público que realmente nos apoiava havia, em alguns casos, décadas. Sentimos a responsabilidade de preencher essa lacuna", afirma.

Demência é um termo abrangente para sintomas debilitantes que podem resultar em perda de memória e prejudicar os movimentos e a vida cotidiana.

A doença de Alzheimer responde pela maioria dos casos, mas uma variedade de fatores de risco e condições pode desencadeá-la.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2021, cerca de 57 milhões de pessoas viviam com demência no mundo, com aproximadamente 10 milhões de novos casos a cada ano. A condição é progressiva e não tem cura.

Os casos estão aumentando em parte porque a geração dos Baby Boomers (pessoas nascidas durante o aumento populacional após a Segunda Guerra Mundial) alcançou a terceira idade e, em geral, está vivendo mais do que as gerações anteriores.