Seleções detentoras do título caíram na fase de grupos em 4 de 6 edições desde 2002

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15.jun.2026 às 23h00

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Campeões do mundo no Qatar, em 2022, Lionel Messi e seus companheiros da seleção argentina estreiam nesta terça-feira (16) na Copa do Mundo de 2026 com o objetivo de superar o retrospecto negativo que atormenta a maioria dos detentores do título na edição imediatamente seguinte do torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

A estreia da seleção dirigida por Lionel Scaloni será contra a Argélia, do goleiro Luca Zidane e do atacante Riyad Mahrez, às 22h (horário de Brasília), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, em partida válida pelo Grupo J. O duelo terá transmissão da CazéTV, no YouTube.

Em seis edições desde o Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, as seleções que chegavam como as atuais campeãs caíram prematuramente ainda na fase de grupos quatro vezes, seja pelo envelhecimento ou pela aposentadoria de nomes importantes do elenco, seja pela ascensão de novas forças no cenário mundial, ou ainda pelo fato de terem se tornado o principal alvo no radar dos concorrentes.

As únicas exceções foram a seleção brasileira, pentacampeã em 2002, e que caiu nas quartas de final em 2006, na Alemanha, e a francesa, bicampeã na Rússia, em 2018, e que avançou até a final no Qatar.

Em 2002, a própria França, vencedora pela primeira vez em 1998, caiu ainda na primeira fase, ficando em último em seu grupo com apenas um ponto, atrás de Dinamarca, Senegal e Uruguai. Na ocasião, o time sofreu com a ausência de Zidane, que se lesionou às vésperas do Mundial e entrou em campo apenas no terceiro jogo, longe do auge físico, incapaz de impedir a derrota para os dinamarqueses.

O padrão se repetiu na Copa de 2010, na África do Sul, quando a Itália, que havia se sagrado tetracampeã apenas quatro anos antes, também deixou a competição logo na fase de grupos, depois de empates com Paraguai e Nova Zelândia e derrota para a Eslováquia.

Em 2014, no Mundial realizado no Brasil, a Espanha também se despediu precocemente, após amargar derrotas para Holanda e Chile, e em 2018, na Rússia, foi a vez da Alemanha, que viu Suécia, México e Coreia do Sul terminarem à sua frente.

Com Messi voltando de uma lesão sofrida há poucas semanas do início da Copa do Mundo e com a importante ausência de Ángel di María, aposentado da formação nacional desde 2024, a seleção argentina dirigida por Lionel Scaloni chega à sua estreia do Mundial de 2026 com poucos resultados expressivos contra seleções de ponta ao longo do último ciclo.

As duas únicas vitórias de maior peso nos últimos quatro anos foram contra o Brasil, que vinha em má fase, tanto com Fernando Diniz quanto com Dorival Júnior. Os dois técnicos acabaram demitidos após as derrotas para a Argentina.

Em 2024, o time chegou a vencer a Copa América, mas passando por Equador e Canadá nos confrontos de mata-mata, até chegar à final contra a Colômbia.

No ano passado, perdeu para o Equador nas Eliminatórias e engatou na sequência vitórias contra adversários inexpressivos em amistosos preparatórios para o Mundial, como Angola, Mauritânia, Zâmbia e Honduras.

O primeiro confronto do Mundial contra a seleção argelina promete inclusive ser o mais difícil dos argentinos na primeira fase, em um grupo que também tem Áustria e Jordânia.

Classificada em primeiro em seu grupo nas Eliminatórias africanas, a Argélia empatou com o Uruguai e conseguiu uma surpreendente vitória sobre a Holanda nos últimos amistosos pré-Copa.

O principal nome da equipe é o já experiente atacante Riyad Mahrez, de 35 anos, com passagem de cinco temporadas pelo Manchester City de Pep Guardiola, antes de se transferir em 2023 para o saudita Al Ahli.