Senador acusa governo Lula de ser condescendente com criminosos e cita escândalo da máfia do INSS

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20.jun.2026 às 16h26 Atualizado: 20.jun.2026 às 17h46

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a dar ênfase a promessas da área de segurança pública como forma de se contrapor ao presidente Lula (PT), durante evento em São Paulo, neste sábado (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Alesp (Assembleia Legislativa).

"Não vamos nos acostumar mais a viver com medo. Nós lançamos o programa 'Brasil sem Medo', porque quem tem que ter medo é vagabundo. É por isso que eu vou abrir mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário para prender traficantes, narcoterroristas do Comando Vermelho, do PCC, de milícia e também o ladrão de celular", disse Flávio, que lançou um programa para segurança na última quinta-feira (18).

"Vou ser radical na segurança pública sim", acrescentou.

Antes de ser ligado ao escândalo do Banco Master, Flávio evitava se apresentar como alguém radical e dizia que era um "Bolsonaro moderado".

Neste sábado, telões nas entradas e nas laterais do salão exibiam figuras animadas por IA (inteligência artificial) do ex-presidente Jair Bolsonaro, para que os militantes pudessem tirar fotos com ele –que cumpre pena em regime domiciliar, em Brasília, por ter liderado a trama golpista do fim de seu mandato. Bolsonaro foi citado no palco em meio aos discursos e um áudio gravado por ele na campanha de 2018 foi reproduzido.

Em seu discurso de 20 minutos, o senador acusou o atual presidente de ser condescendente com criminosos e atribuiu ao governo a responsabilidade pelo escândalo da máfia do INSS. "Vamos virar a página de um governo que vai lá fora fazer lobby a favor do Comando Vermelho e do PCC. Nós vamos ter um governo para tratá-los como terroristas", disse.

Flávio citou o fato de um dos irmãos do presidente, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, ser vice-presidente de uma das entidades sindicais em que ocorreram os desvios, e citou a ligação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

"O filho do Lula sumiu do Brasil, recebeu mesada do Careca do INSS. O dinheiro do aposentado brasileiro pode estar na conta dele lá na Europa", afirmou.

A Polícia Federal, que apura o escândalo do INSS, investigou supostos pagamentos do Careca a Lulinha, mas não encontrou provas de repasses ao filho de Lula.

Flávio estava com uma camiseta da seleção brasileira com o nome de Neymar, atacante ironizado por Lula na sexta-feira (19), que o chamou de "jogador home office". O senador deixou o evento sem falar com a imprensa.

A cerimônia em que Flávio discursou ocorreu em uma casa de eventos em Guarulhos, na região metropolitana, decorada com telões que exibiam a sigla do PL e o número do partido. A chapa bolsonarista em São Paulo —formada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição, além de André do Prado e Guilherme Derrite (PP), que devem disputar o Senado— apresentou-se ao público.

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Em seu discurso, de cerca de 15 minutos, Tarcísio também fez críticas ao governo Lula, desta vez voltadas à área econômica. "A gente não está aproveitando as nossas vocações, nossos potenciais, a vocação da biotecnologia, a vocação da transição energética, da segurança alimentar, da economia do conhecimento. Estamos ficando para trás. Estamos empobrecendo em relação aos nossos pares e a gente pode mais."