Em estatísticas e fria observação, nível da seleção está pelo menos entre os oito melhores
Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA)
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20.jun.2026 às 15h00
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A seleção do Brasil é a sétima mais valiosa das 48 da Copa. Fica atrás de Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Holanda. No oitavo lugar, Argentina. Nessa conta, a seleção estaria nas quartas, disputando vaga nas semifinais.
"Esse time é muito ruim", dizem nossos desânimos ou pânicos comicamente furiosos, vale muito, não apenas no mercado.
A conta desse ranking é do CIES (Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudo do Esporte), centro de pesquisa que fica na Suíça, que tem parcerias com universidades, Fifa e pós-graduação.
O valor das seleções calculado pelo CIES não é a soma do dinheiro pago pelas transferências de jogadores entre clubes. Considera custo do "passe", mercado, idades, minutos jogados, desempenho, nível da liga e do time em que jogam etc.
Se passar para a próxima fase, o Brasil pega Suécia, 15º lugar nesse ranking, Holanda (9º) ou Japão (23º). Rivais da fase de grupos, Marrocos está em 14º, Escócia, 29º, e Haiti, 39º.
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Em contas simples, como a soma do valor dos salários dos jogadores, o Brasil fica em quinto lugar (dados de várias fontes compilados pelo jornalista), atrás de Portugal, França, Inglaterra e Argentina; Alemanha, Espanha e Holanda vêm em seguida. O valor comparativo da folha salarial pode ser distorcido por poucos salários enormes. Tirando os dois maiores pagamentos de cada seleção, a ordem fica assim: Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Brasil, Portugal, Holanda e Argentina.
A seleção brasileira tem valor no mercado da bola, que pode até errar por modinha, "má fase" de jogador, "comissão" ou acaso, mas precisa pagar o quanto o jogador em tese vale, pela eficiência ou pelo show. Trata-se de um negócio.
Valores monetários ou rankings técnicos, claro, explicam parte miúda da história, ainda mais em torneios curtos e instáveis como Copas. E um grupo de atletas valiosos não faz um time. Em um exagero caricato, pode ser que todos os jogadores valiosos sejam apenas da defesa ou do ataque ou não sirvam para arranjo eficiente.
Arranjar um time, escalar, treinar e conscientizar, é essencial. Se diz que o Brasil passou quatro anos "sem montar um time". Mas não se monta um time por quatro anos, nem em clubes organizados. Nesse período, uns envelhecem, jovens bons amadurecem, estrelas de brilho breve desvanecem, outras brilham no momento certo.




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