O envelhecimento da população começa a mudar o mercado imobiliário nacional. Depois de décadas voltadas para famílias com filhos pequenos, incorporadoras investem em apartamentos, condomínios e serviços destinados a pessoas de 50, 60 e 70 anos. Leia mais (06/20/2026 - 12h00)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
20.jun.2026 às 12h00
Edição Impressa Diminuir fonte
Ana Paula Branco Gabriela Cecchin
O envelhecimento da população começa a mudar o mercado imobiliário nacional. Depois de décadas voltadas para famílias com filhos pequenos, incorporadoras investem em apartamentos, condomínios e serviços destinados a pessoas de 50, 60 e 70 anos.
A tendência "aging in place" define a possibilidade de envelhecer na própria casa com segurança e independência. Com famílias menores, mais divórcios e aumento da expectativa de vida, cresce o número de pessoas que voltam a repensar a moradia.
Muitos trocam imóveis grandes por apartamentos menores. Outros buscam bairros e cidades onde seja possível resolver a rotina a pé. A velocidade da mudança tem surpreendido até empresas especializadas em moradia para idosos.
No Rio Grande do Sul, estado que envelhece mais rapidamente que a média nacional, o empresário Luciano Zuffo, que desenvolve projetos imobiliários voltados para idosos, viu as premissas do negócio serem revistas em poucos anos.
"Quando montamos a operação, os estudos indicavam que cerca de 80% dos moradores seriam acamados. Hoje, 75% dos nossos moradores são totalmente independentes, ativos e autônomos", afirma.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
O securitário Milton Torrez Moran, 56, morou décadas na casa construída sobre a laje do sogro e decidiu que era hora de ter um imóvel pensado para a próxima etapa da vida. Ele e a esposa, Mercês Celia Barbosa, também com 56 anos, buscaram um condomínio em Santo André (ABC paulista).
"Nossa ideia era encontrar um local em que pudéssemos ter praticidade, ir ao mercado andando, ter uma padaria perto e levar uma vida menos estressante", disse.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
MORADIAS PENSADAS PARA MANTER A AUTONOMIA Nos novos projetos, escadas dão lugar a ambientes integrados. A proximidade de hospitais, farmácias, parques e comércio passa a valer tanto quanto a metragem. Sensores de monitoramento, tecnologia para detecção de quedas, áreas de convivência e espaços voltados ao estímulo cognitivo começam a substituir parte dos equipamentos tradicionalmente associados ao lazer.
Para o engenheiro civil Norton Mello, especialista em longevidade, um dos maiores equívocos é acreditar que uma moradia preparada para o envelhecimento se resume a barras de apoio e corredores mais largos.
"O sucesso não está em oferecer mais cuidados, mas em permitir que a pessoa precise de menos cuidados durante mais tempo", afirma.
O material de acabamento é um dos diferenciais. "Não usamos, por exemplo, porcelanatos ou cerâmicas. Em geral, utiliza-se piso vinílico porque é deslizante o suficiente para a marcha, mas não é escorregadio", afirma.



0 Comentário(s)
Deixe seu comentário