A definição surgiu de uma conversa entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente libanês, Joseph Aoun

Em meio aos esforços para evitar que a situação no Líbano comprometa as negociações com o Irã — suspensas após Israel lançar novos ataques em território libanês —,o departamento de Estado americano anunciou que a próxima rodada de negociações entre Líbano e Israel será realizada entre os dias 23 e 25 de junho, em Washington

A definição surgiu de uma conversa entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente libanês, Joseph Aoun, acrescentou o departamento de Estado. O presidente dos EUA, Donald Trump, também disse nesta sexta que discutiu a situação no Líbano com autoridades israelenses.

Rubio “reiterou a necessidade de desarmar” o Hezbollah e reafirmou o “apoio dos Estados Unidos aos esforços do governo do Líbano para construir um Estado plenamente soberano e em paz com todos os seus vizinhos”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.

Durante a conversa, o secretário destacou que as negociações bilaterais entre Líbano e Israel representam o único caminho viável para a reconstrução do país, a recuperação econômica e o fim dos recorrentes ciclos de violência, acrescentou Pigott.

Já Trump afirmou em entrevista por telefone à NBC News que conversou com autoridades israelenses nesta sexta e pediu que o país aceitasse um cessar-fogo com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

“Às vezes, é preciso se acalmar e usar a cabeça”, teria dito Trump, segundo relato de uma repórter da NBC publicado na rede social X. O presidente americano se recusou a informar se falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O acordo entre Estados Unidos e Irã foi recebido com reservas em Israel, que se recusa a retirar suas tropas de uma faixa no sul do Líbano ocupada após o Hezbollah iniciar ataques com drones e foguetes contra militares e comunidades israelenses no norte do país, em apoio ao Irã.

A resistência israelense tem provocado atritos com Washington. Trump e seu vice-presidente, J.D. Vance, reagiram à pressão do governo israelense para continuar a guerra com o Irã, embora o presidente americano continue afirmando que mantém uma ótima relação com Netanyahu.

Ainda assim, o próprio Trump confirmou relatos de telefonemas tensos com o premiê israelense em meio à pressão da Casa Branca para viabilizar um acordo de paz com o Irã.