Pedido afirma que a escolta do ex-presidente impediu a chegada da intimação sobre pistola registrada em seu nome e que foi apreendida
Pedido afirma que a escolta do ex-presidente impediu a chegada da intimação sobre pistola registrada em seu nome e que foi apreendida
19.jun.2026 (sexta-feira) - 16h53 Siga o Poder360 no Google
O vice-líder do Governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu nesta 6ª feira (19.jun.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogue a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), sob alegação de descumprimento de medida judicial envolvendo uma pistola na residência do ex-presidente e interferência no cumprimento de uma intimação policial.
Este é o 2º pedido de Lindbergh sobre o assunto nesta semana. O 1º foi na 4ª feira (17.jun) depois da confirmação de que Bolsonaro mantinha uma pistola Glock G17, calibre 9mm, em sua residência durante o cumprimento da pena. A defesa do ex-presidente reconheceu o fato, informando que ele teve contato com o armamento, identificou uma suposta falha técnica e o entregou a um segundo-sargento do Exército para avaliação.
“A manutenção da domiciliar, nessas circunstâncias, transmite mensagem incompatível com o Estado de Direito: a de que uma pessoa condenada pela justiça criminal, inclusive como líder de organização criminosa armada, pode permanecer em regime excepcional, com porte de arma de fogo, enquanto sua equipe impede o cumprimento de atos policiais”, diz Lindbergh.
A apreensão do armamento de Jair Bolsonaro se deu durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília, na 2ª feira (15.jun). Na ocasião, a arma era transportada por Estácio Leite da Silva, militar do Gabinete de Segurança Institucional que atua na segurança de Bolsonaro.
A Polícia Civil do Distrito Federal irá ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima 4ª feira (24.jun.2026) sobre o caso da arma de fogo apreendida, segundo noticiado pela jornalista Mariana Muniz, do jornal O Globo. O depoimento será tomado por videoconferência e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta 5ª feira (18.jun.2026).
No pedido encaminhado ao ministro, a PCDF solicita a realização de uma videoconferência com o ex-presidente para a coleta das informações.
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