Vice-presidente do TSE afirmou que não é possível impulsionar propaganda negativa nas redes sociais

Vice-presidente do TSE afirmou que não é possível impulsionar propaganda negativa nas redes sociais

Sérgio Lima/Poder360 - 08.abril.2026

Nino Guimarães de Brasília

19.jun.2026 (sexta-feira) - 19h34 Siga o Poder360 no Google

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou, nesta 6ª feira (19.jun.2026), que o PL deixe de impulsionar o vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a investigados por envolvimento em facções criminosas. A decisão também manda que a Meta retire o impulsionamento futuro que indique a relação de Lula a “supostos serviços e ações do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas”.

A representação foi ajuizada pela Federação Brasil da Esperança, que representa a pré-candidatura de Lula à reeleição, contra o diretório nacional do PL. Segundo a ação, a legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversária do petista nas pesquisas de intenção de voto, pagou R$ 4.500,00 para impulsionar um vídeo em que associa Lula ao crime organizado no Instagram e Facebook. 

A defesa afirmou que o vídeo “mescla recortes isolados de notícias policiais envolvendo influenciadores e cantores recentemente presos em operações policiais a fim de classificá-los como aliados de Lula”. 

Segundo o ministro, o TSE já definiu que o impulsionamento só é admitido para promover conteúdos que beneficiem candidatos e legendas partidárias. Mendonça, no entanto, afirmou que o pedido da Federação Brasil da Esperança para remover de forma ampla conteúdos futuros que associem Lula ao crime organizado deve ser examinado com cautela. O ministro afirmou que a sua decisão liminar só valerá para o vídeo citado.

“A presente decisão não impede o representado de realizar críticas políticas ao presidente da República, ao governo federal, à federação representante, ao Partido dos Trabalhadores, a políticas de segurança pública, ao enfrentamento do crime organizado ou a quaisquer temas de interesse público, desde que não promova impulsionamento pago de conteúdo negativo contra adversário político”, ressaltou o ministro.

Mendonça está na função de juiz-auxiliar nas eleições, cargo que acumula a relatoria de representações na Justiça Eleitoral. Também cumprem a função os ministros Kássio Nunes Marques, presidente da Corte, e a ministra Estela Aranha.