A transição para os carros elétricos tem acontecido, mas seu avanço ocorre mais lentamente do que muitos previam. Leia mais (06/20/2026 - 06h00)

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A transição para os carros elétricos tem acontecido, mas seu avanço ocorre mais lentamente do que muitos previam.

Há poucos anos, projeções indicavam que a maior parte da frota dos Estados Unidos seria elétrica até 2035. Mas esse cronograma ambicioso foi adiado por uma combinação de preços elevados, desinformação e mudanças no cenário político.

Planos elaborados durante anos pelas montadoras foram revistos, e dezenas de bilhões de dólares em investimentos precisaram ser reavaliados.

Ainda assim, a maioria das fabricantes continua convencida de que a eletrificação é inevitável. A próxima etapa dessa transição pode passar pelos veículos elétricos de autonomia estendida, conhecidos pela sigla EREV.

A tecnologia parece especialmente adequada para a realidade da América do Norte. Para entender por quê, vale primeiro decifrar o emaranhado de siglas que acompanha a eletrificação dos automóveis.

Esses são os clássicos, com o Prius da Toyota sendo a principal referência. Em essência, um motor a gasolina é combinado com motores elétricos alimentados por uma bateria pequena. Sem entrada de carregador, a energia é reabastecida através de frenagem e desaceleração.

A potência é direcionada às rodas através de uma transmissão —a menos que seja o sistema da Honda ou o futuro e-Power da Nissan, no qual o motor aciona um gerador e os motores elétricos movem as rodas.

Pense na Tesla –embora a maioria das montadoras agora ofereça carros com motor elétrico. A menos que seja o Taycan da Porsche, esses veículos dispensam transmissões de múltiplas marchas e prometem manutenção reduzida —sem trocas de óleo, menos desgaste dos freios.

Esses veículos oferecem o luxo de abastecer em casa, operação silenciosa e aceleração emocionante.

Mas as grandes baterias necessárias para atingir a meta de 480 quilômetros que as montadoras consideram necessária para acalmar a ansiedade do consumidor são blocos caros de lítio e cobalto.

Dito isso, estatisticamente, a maioria dos norte-americanos percorre em média 65 quilômetros por dia. Mas saiba que esses veículos são ruins para reboque: peso e aerodinâmica podem cortar a autonomia do EV pela metade.

Pense no saudoso Chevrolet Volt. Aos híbridos tradicionais, os PHEVs adicionam uma porta de carregamento, baterias maiores e motores elétricos mais potentes. Circulando pela cidade como EVs, eles revertem perfeitamente para operação híbrida quando a bateria se esgota.

Muitos desses veículos podem fazer o trajeto diário apenas com energia elétrica, mas as autonomias variam. O Toyota RAV4 PHEV 2026 tem classificação de até 84 quilômetros de autonomia elétrica. Se você conseguisse um, uma Ferrari 849 Testarossa de US$ 565 mil cobre 16 quilômetros (embora de forma bem mais esportiva).

Esses tipos de carros podem reduzir drasticamente o consumo de gasolina (minha esposa normalmente abastece o tanque do Volt dela três vezes por ano), mas há evidências de que alguns proprietários nunca os conectam na tomada — anulando boa parte da economia de combustível.