Campanha prometia R$ 99 em cupons para clientes atendidos por entregadores chamados Endrick
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Diego Felix e Maria Clara Guilherme
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Diego Felix Alex Sabino
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) enviou uma notificação extrajudicial à 99 Tecnologia Ltda., controladora dos aplicativos de delivery e de corridas, acusando a empresa de marketing de emboscada e violação de propriedade intelectual durante a Copa do Mundo.
Aproveitando o segundo jogo da seleção brasileira pela Copa nesta sexta-feira (19) e o clamor dos torcedores pela entrada do atacante Endrick em campo, a 99 iniciou uma campanha com o tema "O Brasil está pedindo, a 99 vai entregar", usando o nome do jogador como base.
Procurada, a 99 não se manifestou até o momento.
Pelas regras da campanha, consumidores que fizessem pedidos nas categorias de mobilidade da 99, como o 99Entrega e 99Food, e fossem atendidos por entregadores chamados Endrick, Hendrick, Endrique ou Hendrique receberiam R$ 99 em cupons.
Para a CBF, a 99 lançou uma campanha de natureza comercial utilizando direitos de personalidade de um atleta convocado para a seleção cujo uso de imagem precisa passar pela liberação da Confederação.
Segundo o documento ao qual a Folha teve acesso, a campanha ainda promovia associação indevida dos serviços utilizados pela 99 a ativos intelectuais da CBF, por meio de elementos visuais, cromáticos e comunicacionais que remetiam à seleção brasileira sem autorização da Confederação.
Por este motivo, a CBF diz que a 99 cometeu concorrência desleal, violação aos direitos de propriedade intelectual da CBF e prática de marketing de emboscada, que teriam causado prejuízos à entidade e seus patrocinadores oficiais.
A confederação afirma que a Lei Geral do Esporte protege organizadores, entidades administrativas, titulares de direitos e patrocinadores contra iniciativas de terceiros que buscam criar associações com eventos esportivos, equipes, seleções e atletas sem autorização para obter vantagem econômica.
Com a campanha, a CBF afirma que a 99 criou perante os consumidores uma percepção equivocada de vínculo, patrocínio, apoio ou associação institucional, o que não teria acontecido mediante contrato oficial.
A 99 atendeu às exigências da CBF, que pediu a imediata retirada de todas as campanhas que fizessem referência à seleção ou aos atletas que disputam a Copa do Mundo. Nos perfis oficiais da empresa de delivery a campanha já não estava mais ativa na noite desta sexta.




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