O petróleo encerrou nesta sexta-feira (19) a segunda semana consecutiva de queda de preços, com os investidores avaliando as perspectivas de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, após o cancelamento das negociações e a intensificação dos ataques de Israel no Líbano. Leia mais (06/19/2026 - 19h06)
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19.jun.2026 às 19h06
O petróleo encerrou nesta sexta-feira (19) a segunda semana consecutiva de queda de preços, com os investidores avaliando as perspectivas de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, após o cancelamento das negociações e a intensificação dos ataques de Israel no Líbano.
O barril Brent, referência global, teve queda semanal de 7,96%, superando a desvalorização de 6,19% da semana anterior. No pregão do dia, houve alta de 0,66%, e a commodity encerrou a sessão cotada a US$ 80,38.
Durante a semana,o Brent chegou a cair a US$ 76,64 na quinta-feira (18), menor valor desde 2 de março —o primeiro dia de negociação após o início da guerra no Irã— quando atingiu US$ 75,75.
Após os novos ataques no Líbano ameaçarem os avanços das negociações de paz no Oriente Médio, Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo nesta sexta. A trégua foi confirmada pelas duas nações à agência Reuters.
As negociações entre EUA e Irã na Suíça, no entanto, já haviam sido canceladas. A Casa Branca não deu uma razão detalhada para o adiamento, mas disse em um comunicado na noite de quinta que a logística das negociações "nunca foi simples ou previsível".
A situação aumentou a incerteza quanto às perspectivas de uma trégua duradoura. O conflito no Líbano pode pesar nas negociações porque encerrar os combates na região é uma condição para o acordo mais amplo entre EUA e Irã.
"Isso deixa à mostra o caminho difícil que temos pela frente para alcançar uma retomada plena e ininterrupta do fluxo de petróleo pelo estreito [de Hormuz]", afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates. "Sem dúvida, as notícias sobre o acordo de cessar-fogo prolongado continuarão a moldar o sentimento do mercado".
Analistas esperam que o acordo libere mais de 85 milhões de barris de petróleo retidos no golfo Pérsico para os mercados globais. O acordo também inclui o fim das sanções dos EUA ao petróleo iraniano, o que aumentaria ainda mais a oferta.
Cerca de 20% da oferta global de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passa pelo estreito de Hormuz, mas a recuperação dos fluxos e da produção após o acordo entre os EUA e o Irã pode levar vários meses.
O Citi afirmou que seu cenário base, com 60% de probabilidade, prevê uma normalização sustentada nos fluxos, com os mercados de petróleo entrando em superávit e os preços apresentando tendência de queda nos próximos seis a 12 meses, para cerca de US$ 60 a US$ 65 por barril até o primeiro trimestre de 2027.
O Commerzbank afirmou que a oferta de petróleo deve se recuperar gradualmente, reduzindo sua previsão para o Brent de US$ 85 para US$ 80 por barril até o final do ano, embora espere que os preços permaneçam acima dos níveis pré-guerra durante a maior parte do próximo ano.
Os campos petrolíferos do Iraque estão prontos para retomar a produção, e a produção voltará gradualmente ao normal, restaurando os níveis anteriores, afirmou o ministro do Petróleo, Basim Mohammed.
No que diz respeito à demanda, a demanda mundial subirá de 105,1 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2025 para 113,3 milhões de bpd em 2030, informou a Opep em seu "World Oil Outlook 2026".
No entanto, Israel continua sua guerra contra o Hezbollah no Líbano, levantando dúvidas sobre se o acordo de paz entre os EUA e o Irã se manterá.




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