Um surto de gripe infectou quase 160 militares na Base Aérea de Lackland, no estado do Texas, EUA, menos de dois meses depois que o secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou que as tropas americanas não seriam mais obrigadas a se vacinar contra a gripe, informaram autoridades de defesa. Leia mais (06/19/2026 - 13h41)

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19.jun.2026 às 13h41

Greg Jaffe Maggie Haberman

Washington | The New York Times

Um surto de gripe infectou quase 160 militares na Base Aérea de Lackland, no estado do Texas, EUA, menos de dois meses depois que o secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou que as tropas americanas não seriam mais obrigadas a se vacinar contra a gripe, informaram autoridades de defesa.

O surto na base em San Antonio se espalhou rapidamente por uma ala de treinamento militar da Força Aérea americana, onde novos recrutas dormem em beliches em alojamentos abertos e compartilham refeições em mesas comunitárias.

Um recruta em sua sexta semana de treinamento básico morreu após passar mal na sexta-feira (12) e ser levado ao Centro Médico do Exército Brooke, informou a Força Aérea em comunicado à imprensa. Não ficou imediatamente claro se a morte do recruta, Keon McDaniel, estava relacionada ao surto de gripe.

Uma revisão médica sobre a morte está em andamento para determinar a causa, conforme a Força Aérea.

Nas semanas desde que a política de vacinas de Hegseth entrou em vigor em 21 de abril, apenas cerca de 40% dos recrutas da Força Aérea optaram por tomar a vacina, que antes era obrigatória, diz um oficial.

Após o surto, a Força Aérea emitiu uma exceção à política de vacinação voluntária, exigindo que todos os recrutas em Lackland tomem vacinas contra a gripe —parte de um esforço mais amplo para conter a propagação do vírus.

Hegseth apresentou sua decisão de tornar a vacina da gripe opcional como uma questão de liberdade religiosa e autonomia médica.

"Sob o desastroso governo Biden, este Pentágono travou uma guerra implacável contra nossos guerreiros em muitas frentes, inclusive quando se tratou de negar-lhes simples autonomia médica e a liberdade de expressar suas convicções religiosas", disse ele em um vídeo anunciando sua decisão em abril.

Ele descreveu a exigência da vacina contra a gripe como um mandato "absurdo e excessivo" que serviu para "enfraquecer nossas capacidades de combate".

Na época, muitos parlamentares, incluindo alguns republicanos proeminentes, expressaram perplexidade e consternação com a decisão de Hegseth.

"A razão de ser obrigatória era aumentar a prontidão", disse o senador Roger Wicker, republicano do Mississippi, presidente do Comitê de Forças Armadas, logo após o anúncio da nova política.

"Sabe, você renuncia a certos direitos quando faz o juramento", disse Wicker, que é veterano da Força Aérea. "Isso faz parte."

Sean Parnell, porta-voz-chefe do Pentágono, defendeu nesta quinta-feira (18) a condução de Hegseth da política de vacinas, dizendo que as mudanças foram "baseadas em avaliações de risco minuciosas" projetadas para maximizar a prontidão e a letalidade da força.