A Azzas 2154 informou nesta sexta-feira (19) que contratou o banco Morgan Stanley para avaliar opções para a marca Farm Rio. O anúncio ocorre em meio a uma disputa entre os dois principais sócios do grupo, os empresários Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Leia mais (06/19/2026 - 23h37)

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19.jun.2026 às 23h37

A Azzas 2154 informou nesta sexta-feira (19) que contratou o banco Morgan Stanley para avaliar opções para a marca Farm Rio. O anúncio ocorre em meio a uma disputa entre os dois principais sócios do grupo, os empresários Alexandre Birman e Roberto Jatahy.

A companhia afirmou que o banco irá assessorar "a avaliação de alternativas estratégicas envolvendo os ativos relacionados à Farm Rio, com o objetivo de destravar valor dessa marca".

Em um outro comunicado publicado nesta sexta, a Azzas atualizou a situação da disputa entre os principais acionistas, afirmando que Birman pediu o encerramento de um procedimento arbitral para concentrar todas as discussões em um outro processo instaurado por Jatahy.

O comunicado ainda afirma que Birman apresentou resposta ao requerimento de Jatahy e que a Azzas solicitou ingressar na arbitragem como terceira interessada.

Além da Farm, estão no portfólio do grupo as marcas Reserva, Animale, Schutz, Maria Filó, Arezzo e outras. As ações do grupo fecharam esta sexta em alta de 8,33%.

Uma cisão do grupo, resultado da união entre Arezzo&Co e Soma e um dos maiores do setor de moda da América Latina, já vinha sendo especulada pelo mercado por causa da relação desgastada entre os sócios.

Em maio, a Folha apurou que o motivo da disputa societária seria uma divergência de visões. Fontes próximas aos sócios afirmaram que a percepção de governança dos dois executivos convergem, mas, em jogo, estariam duas visões diferentes sobre o varejo de moda: uma mais industrial e ligada à distribuição de produtos –como em Arezzo e Hering–, e outra mais ligada a posicionamento e construção de marcas.

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Seriam essas ideias, muito díspares em relação ao que é o varejo de moda operado no Brasil, que nublariam a estratégia de crescimento da empresa e, em consequência, seu futuro.

À época da reportagem, a Azzas negou que os acionistas estariam discutindo um rompimento. O comunicado de maio dizia ainda que, no curso regular dos negócios, o grupo "conduz análises preliminares e exploratórias sobre alternativas estratégicas, no Brasil e no exterior" —tom também adotado no comunicado desta sexta sobre o futuro da Farm.

O texto desta sexta ressalta que não há operação aprovada, proposta formal, estrutura definida ou instrumento vinculante celebrado envolvendo a marca. Também não há, segundo a Azzas, definição sobre "seus potenciais termos, condições, ativos envolvidos, cronograma ou viabilidade".

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