Contribuição visa ampliar assistência global e combater a fome recorde após cortes prévios

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O PMA (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas) afirmou nesta quarta-feira (17) que recebeu com satisfação uma contribuição de US$ 800 milhões dos Estados Unidos, após cortes anteriores de financiamento da administração do presidente Donald Trump.

Os recursos ajudarão a ampliar a assistência e responder rapidamente a crises emergentes, em um momento em que a fome global está em níveis recordes e o número de pessoas enfrentando fome aguda deve aumentar este ano, disse o PMA.

Os Estados Unidos são o maior doador do PMA, mas sua contribuição caiu mais da metade de 2024 para cerca de US$ 2 bilhões em 2025.

O PMA afirmou que o novo financiamento permitirá pré-posicionar estoques de alimentos, expandir programas de assistência em dinheiro e manter cadeias de suprimento em áreas afetadas por crises, como Líbano, Haiti e República Democrática do Congo.

Os EUA há muito são o maior doador humanitário do mundo, embora suas contribuições tenham variado significativamente nos últimos anos em meio a mudanças na política de ajuda externa.

Em 2025, o financiamento humanitário dos EUA para a ONU caiu para cerca de US$ 3,38 bilhões, ante US$ 14,1 bilhões no ano anterior, após grandes cortes de gastos.

Na terça-feira (16), o Departamento de Estado dos EUA também anunciou US$ 218 milhões em assistência para o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O PMA está sob liderança temporária enquanto os EUA buscam indicar outro americano para chefiar a agência, após a renúncia de Cindy McCain por motivos de saúde.