Nova regra da Fifa proíbe que os jogadores escondam a boca para falar durante os jogos

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20.jun.2026 à 0h58 Atualizado: 20.jun.2026 à 1h14

O meia do Paraguai Almirón foi expulso aos 47min do primeiro tempo da partida contra a Turquia, na madrugada deste sábado (20), por ter coberto a boca para falar com o lateral turco Muldur durante uma parada de falta.

Foi a primeira vez que tal sanção foi aplicada na Copa. A nova regra da Fifa é conhecida como Lei Vinicius Junior, criada após mais um caso de racismo sofrido pelo atacante brasileiro na Espanha.

A regra é adotada no Brasil e também no exterior e também sanciona com cartão vermelho quem tem conduta racista ou discriminatória por qualquer pessoa em campo. Com isso, o árbitro salvadorenho Iván Barton aplicou o cartão e deixou o time sul-americano com um a menos.

A mudança nas regras foi definida pela Ifab (International Football Association Board), órgão ligado à Fifa (Federação Internacional de Futebol), em abril deste ano.

Em fevereiro, durante um jogo dos "playoffs" da Champions League, o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, escondeu o rosto em um bate-boca Vinicius Junior, do Real Madrid. Com a nova orientação, atos semelhantes renderão expulsão.

O brasileiro acusou o adversário de, com a boca coberta pela camisa, ter proferido ofensas racistas. Prestianni negou. Na semana passada, a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu o argentino por seis partidas, citando "conduta discriminatória", mas não racismo. Em comunicado, a entidade citou "linguagem homofóbica".

A explulsão de jogadores nessas situações já havia sido defendida pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, em março. "Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente", disse o cartola.

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"Deve-se presumir que ele disse algo que não deveria ter dito. Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca", argumentou.

"Simplesmente não entendo: se você não tem nada a esconder, não cobre a boca ao dizer algo. É só isso, é simples assim".

"E essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos sérios em nossa luta contra o racismo", acrescentou o dirigente ítalo-suíço.

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