A agenda inclui encontro partidário, reuniões com lideranças, visitas a polos produtivos do interior do estado e participação nas tradicionais festividades juninas - Divulgação Cumprindo agenda no estado, o pré-candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou na noite desta quinta-feira (18), ao lado do presidente estadual Técio Teles, que ainda não definiu qual será a posição da sigla em um eventual caso de apoio a algum nome ao Palácio do Campo das Princesas. Na ocasião, Zema participou de um encontro com filiados do Novo no Bairro do Recife.

"O partido Novo tem caminhado com o PL nos estados do Sul, em Goiás, com o PSD em Minas Gerais e em São Paulo já está definido que vai apoiar o Tarcísio. Aqui [em Pernambuco], vai caber ao diretório estadual a definição", disse Zema. 

Sobre o tema, Técio Teles ressaltou que a sigla irá revelar a sua posição "no momento certo" e rechaçou qualquer chance de aliança com o pré-candidato João Campos (PSB). "Uma coisa que repetimos sempre: do lado do PT ou do PSB nós não estaremos", completou.

Embate com Flávio

Zema, que chegou a criticar o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) publicamente em diversas oportunidades, disse à imprensa que tem boa relação com a família Bolsonaro. “Em 2022, eu fui eleito em primeiro turno mesmo (o ex-presidente Jair) Bolsonaro tendo lançado um candidato em Minas Gerais, que teve 10% dos votos. No segundo turno, eu que sou anti-PT, dei apoio à ele. Me dei muito bem com (Jair) Bolsonaro, agora qualquer um que se aproxime do Master, eu não vou bater palma”, declara.

Desde que os áudios trocados entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro vieram à tona, Zema faz ataques ao candidato do PL. Nos áudios, Flávio negocia R$ 134 milhões para financiar filme biográfico de Jair Bolsonaro. "Para mim, quem anda com bandido deve ser visto com cautela", disparou o ex-governador. A declaração custou um desconvite para encontro da própria legenda em Santa Catarina. O diretório local ainda ameaçou não apoiar mais a candidatura de Zema. Houve também reação de Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato, sugerindo, em postagem nas redes socais, um "rompimento geral" com o Novo.

As críticas duras ao Caso Master parecem ser centrais na campanha do cadidato do Novo. Zema aproveitou diversas oportunidades para reafirmar, tanto na coletiva quanto no palanque, que nunca manteve contato com Vorcaro. " Eu moro há 9 anos em Belo Horizonte. É onde nasceu o senhor Daniel Vorcaro. Onde ele estudou, onde ele casou, onde ele passou toda a vida. Eu nunca encontrei com ele. Ele nunca pediu uma agenda comigo. Ele foi atrás onde ele sabia que ia dar esquema", falou o candidato para jornalistas e apoiadores. 

Mesmo no centro da crise entre o Novo e a família Bolsonaro, Zema demonstrou cautela. Quando questionado sobre um possível segundo turno entre Lula e Flávio, usou a eleição do conservador José Antonio Kast no Chile como exemplo: "Nós tivemos um caso recente no Chile, vários candidatos da direita indo para a eleição, um deles foi para o segundo turno e todos caminharam juntos. Aqui no Brasil não vai ser diferente", adiantou o presidenciável.