O Tribunal de Justiça de São Paulo negou na noite desta quinta-feira (18) um pedido liminar (provisório) para soltar duas das três pessoas presas sob suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, arremessada de uma ponte em Limeira (SP) sem cordas de segurança durante a prática de salto de rope jump. Leia mais (06/19/2026 - 11h32)
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19.jun.2026 às 11h32 Atualizado: 19.jun.2026 às 14h27
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou na noite desta quinta-feira (18) um pedido liminar (provisório) para soltar duas das três pessoas presas sob suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, arremessada de uma ponte em Limeira (SP) sem cordas de segurança durante a prática de salto de rope jump.
Cabe recurso. A defesa dos envolvidos, representada pelo advogado Rafael Gomes dos Santos, ainda avalia se vai recorrer da decisão ou aguardar o julgamento final do caso. Para ele, o caso se trata de um homicídio culposo, sem intenção. A Polícia Civil sustenta que o crime foi doloso porque os suspeitos assumiram o risco de matar a jovem.
A decisão que negou a soltura veio no âmbito de um habeas corpus que pedia a liberdade de Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff. O pedido poderia também beneficiar o terceiro dos envolvidos no caso, Vitor de Freitas Gonçalves.
Relator do pedido, o desembargador Mazina Martins disse na decisão que "em casos tais é sim necessário primeiramente ouvir as informações que possam ser prestadas pelo Juízo de origem a respeito dos diversos temas invocados" para somente depois o tribunal decidir.
Segundo o magistrado, não há uma ilegalidade evidente na decisão de primeiro grau que decretou a prisão dos suspeitos.
Maicon, Felipe e Vitor estão presos desde o último sábado (13). Eles foram detidos pouco após o incidente com Maria Eduarda, que havia viajado de Jandira (SP) até Limeira somente para praticar o salto.
Décima sétima a saltar naquele dia, ela foi arremessada do quinto pilar da ponte do Esqueleto sem estar presa às cordas de segurança. Caiu em queda livre, sofreu múltiplas fraturas e morreu no local.
A ponte foi construída décadas atrás para a RFFSA (Rede Ferroviária Federal) mas acabou abandonada após o fim do projeto ferroviário.
A Folha compareceu a Limeira na segunda-feira e mostrou que a estrutura era um local de fácil acesso e nenhuma segurança. Na quarta (17), a Prefeitura de Limeira deu início a obras para impedir o acesso à ponte. Segundo a administração, a intervenção inclui o fechamento de acessos irregulares e complementa ações emergenciais que já haviam sido executadas na área anteriormente.
"A atuação ocorre após o Governo Federal reconhecer sua responsabilidade pela área e solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas", afirmou a gestão municipal.
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