As carruagens puxadas por cavalos, presença constante no Central Park, em Nova York (EUA), desde sua criação, estavam visivelmente ausentes nesta quinta-feira (18), depois que os condutores suspenderam o serviço em seguida à morte de um turista. Leia mais (06/19/2026 - 12h55)

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19.jun.2026 às 12h55

As carruagens puxadas por cavalos, presença constante no Central Park, em Nova York (EUA), desde sua criação, estavam visivelmente ausentes nesta quinta-feira (18), depois que os condutores suspenderam o serviço em seguida à morte de um turista.

Não está claro por quanto tempo a paralisação voluntária pode durar. Um porta-voz do sindicato dos condutores disse que os membros estavam deliberando sobre os próximos passos em resposta a um evento fatal que deu novo ímpeto àqueles que querem proibir as carruagens puxadas por cavalos na cidade.

Alexander Kemp, vice-presidente do sindicato Transport Workers Union Local 100, disse que os membros estavam "absolutamente devastados e chocados" com a morte de Romanch Mahajan, de 18 anos, que visitava a cidade vindo da Índia com seus pais e irmão mais novo.

Mahajan caiu de uma carruagem quando o cavalo disparou enquanto o condutor tirava uma foto do jovem com sua família. A causa da morte foi traumatismo contuso, e a natureza do ocorrido foi classificada como acidente, informou porta-voz do escritório do médico legista-chefe.

"Nunca tivemos um acidente fatal como este antes", disse Kemp em comunicado. "Fechamos os estábulos e suspendemos as operações hoje, enquanto realizamos discussões internas aprofundadas sobre o que ocorreu e como isso poderia ter sido evitado."

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O sindicato, seus membros e seus apoiadores estão envolvidos em um longo conflito com ativistas do bem-estar animal, algumas autoridades públicas e, mais recentemente, a organização que administra o parque, sobre o possível encerramento do serviço de carruagens puxadas por cavalos na cidade.

Aqueles que defendem a proibição afirmam que a prática é ultrapassada e desumana. O sindicato argumenta que os cavalos são bem cuidados, que a proibição eliminaria empregos e que os passeios de carruagem continuam sendo uma atração popular.

O debate sobre o futuro do setor voltou a se acirrar neste mês, primeiro com a morte de um cavalo —cuja autópsia preliminar revelou que ele havia ingerido uma planta tóxica— e, em seguida, com a morte de Mahajan.

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Na noite de quarta-feira (17), Julie Menin, presidente da Câmara Municipal, e Lynn Schulman, que lidera a comissão de saúde da Câmara, afirmaram que marcariam uma audiência no mês que vem sobre um projeto de lei que eliminaria os cavalos de carruagem da cidade.

"A hora de agir é agora", afirmaram em postagem nas redes sociais.

Uma proibição semelhante não conseguiu ser levada a audiência no mandato anterior da Câmara, e nem Menin, democrata de Manhattan, nem Schulman, democrata do Queens, manifestaram apoio público à medida na época.